Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Oh no! Books!

Livros, fotografia e viagens. (na verdade, é quase só livros)

Oh no! Books!

Livros, fotografia e viagens. (na verdade, é quase só livros)

Tenho uma nova casa

Hoje venho aqui, após tanto tempo de ausência, dizer obrigado. Mas também, dizer adeus.

O Oh No! Books! nasceu aqui, no Sapo. E não encontrei noutro local a comunidade que encontrei aqui.

1.png

Não só pelos leitores, cheios de atividades e sempre com uma palavra simpática, mas também pela própria equipa, que sempre dinamizou a comunidade e me presentou com publicações destacadas — não encontramos isto em mais lado nenhum.

Mas, apesar de todas estas coisas que muito valorizo, precisei de uma mudança, por isso, criei uma nova casa. Onde não vou ter a comunidade (boa, ainda que pequena) que tinha aqui, mas onde espero poder contar com a vossa visita.

Para os subscritores que estavam por aqui, vão poder continuar a receber um resumo mensal das publicações — é só inscreverem-se na newsletter no novo site.

Marisa

 

 

Opinião: Sangue Novo

Sangue Novo_On No! Books!.jpeg

Não se assustem com o título, este sangue são vozes — das boas (pronto, às vezes é um bocadinho desse sangue também). Esta é uma antologia com 15 novos autores portugueses na área do terror e eu tenho, pelo menos, dois motivos para a recomendar. 
 
① Em primeiro, porque dei por mim a pensar “este é o meu favorito até agora” e, pouco tempo depois, “não, este é que é”. E isto aconteceu-me várias vezes. Mais do que duas, mais do que três, mais do que quatro. 
 
Se adorei todos? Não. Nem nunca tal me aconteceu num livro de contos. Às vezes, é o tema da história que não me cativa, outras é o estilo da escrita que não me toca no coração — faz parte também. Mas li histórias muito boas e, em 15 contos diferentes, temos a vantagem de ter muitos estilos diferentes e de ser fácil encontrar aquelas que nos prendem a atenção. E, tal como o título nos indica, soube bem ler coisas diferentes, ouvir vozes diferentes — conhecer as histórias que têm para contar.
 
② O segundo motivo que me leva a recomendar esta antologia é a dose de coragem (fé? vontade de gerar mudança?) que o editor Pedro Lucas Martins e os 15 autores demonstraram ter. É que reparem, não estamos só a falar de publicar 15 novos autores portugueses, estamos também a falar de os publicar no género do terror. Felizmente, para nós, esta coragem vem também acompanhada de muito talento.
 
Para os amantes (ou curiosos) do terror é uma coleção que vale a pena descobrir. Se soubesse o que sei hoje, lia outra vez? Sem dúvida.
 
Sei que, entre outros locais, está à venda na Wook (em formato físico) e também na Amazon (ebook/físico). 
 
Já conheciam esta antologia? Se já leram (ou quando lerem) partilhem comigo o vosso conto preferido.

Opinião: This House is Haunted — John Boyne

Uma novela gótica, uma mansão com fantasmas e uma protagonista que não quer desistir facilmente. 

Este livro começou por-me parecer bastante fraquinho… Os elementos “assustadores” pareciam todos muito forçados e faltava-lhes profundidade para serem minimamente credíveis. Vi-me a revirar os olhos e a pensar se devia desistir.

Mas quando entramos na casa, a coisa melhorou bastante. Parece que o autor sabia a história que queria contar — só teve dificuldades em criar a introdução.

This House is haunted, John Boyne.jpg

Temos uma história típica de ama que toma conta de crianças numa casa pouco convidativa — muito parecida com A Volta no Parafuso de Henry James, mas ainda bem que o autor mudou o rumo (não me parece que conseguisse competir com A Volta no Parafuso).

Temos fantasmas, uns mais simpáticos que outros e temos uma vila inteira que olha para a mansão e para os seus habitantes apenas de longe. Uma atmosfera muito bem trabalhada, com imensos detalhes que ajudam a tornar tudo real. 

Não é das melhores histórias de fantasmas que já li, mas leu-se bem e fez-me companhia durante uns dias. E aquela capa? 😱

Já leram? Este ou outro do autor?

Opinião: The Last House on Needless Street — Catriona Ward

The Last House on Needless Street.JPG

Múltiplos pontos de vista, todos eles pouco confiáveis. É uma história que está sempre a mudar. Começamos por achar uma coisa, depois mudamos e depois continuamos a mudar pelo livro todo. É sempre uma viagem incerta e nunca sabemos bem onde estamos. O final é surpreendente e tem um ângulo totalmente diferente do que estava à espera — pela positiva.

Agora, erro meu, este livro não é aquilo que achava que era. Estava à espera de uma história atmosférica de uma casa cheia de mistérios e não é nada disso. Não pesquisei muito para evitar spoilers e pronto 😅

Este livro é um thriller focado em crime. Acho que quem gostar do género, vai gostar bastante — é muito rico, nada linear ou básico. Agarra-nos facilmente e vão lê-lo num instante.

Amantes do género, partilhem a vossa opinião. Vale o hype que tem tido?

 

Opinião: Entrevista com o Vampiro — Anne Rice

Bem, posso começar por dizer que este livro não foi nada daquilo que estava à espera? Vamos começar por aí então. 

Entrevista com o Vampiro — Anne Rice.jpeg

Li há pouco tempo o Salem’s Lot do Stephen King e depois percebi que nunca tinha lido aquele que foi considerado o livro que mudou as histórias de vampiros — resolvi corrigir isso. 

Fui, obviamente, à espera de uma história de vampiros. Aquele que nos contam o que os vampiros (bons ou maus depende do autor) andam a fazer. Provável também teria uns humanos bons a tentarem caçar os vampiros. Mas não foi nada disso. 

 

Esta história é de vampiros, mas podia ser de outra coisa qualquer, desde que moralmente duvidosa. O foco aqui não são os vampiros a caçar os humanos, mas sim o dilema moral de um dos vampiros e a forma como ele se relaciona com os outros vampiros. 

 

Anne Rice mostra-nos que, mesmo da espécie vampiro (😅 gosto de dizer "espécie vampiro" como se fosse uma coisa a sério) há vários tipos de vampiros, tal como acontece com os humanos. 

 

Há os vampiros que são ”bons”, que preferem não matar humanos (mas talvez o façam), há os vampiros maus, que adoram matar humanos porque gostam da sensação que têm e também há os cruéis, que gostam de crueldade só porque sim. Cada vampiro é um vampiro, como cada humano é um humano. E é esta representação que foi fresca nesta história. 

 

Foi com Entrevista com o Vampiro que Anne Rice trouxe uma nova dimensão a estes seres sobrenaturais. Foi aqui que os vampiros deixaram de ser algo selvagem e motivado apenas pelo ato de trincar humanos para passarem a ser seres conscientes, com princípios morais, cultos e até com elevados padrões. 

 

Apesar de existirem alguns momentos que me deixaram desconfortável, gostei muito de ler este livro. Apesar desta perspectiva já não ser nova, ou seja, já é standard os vampiros terem um comportamento tão complexo como o humano, gostei de ver onde nasceu.

 

Já leram? O que gostaram mais? Têm outros livros com vampiros para me recomendar? 🧛‍♀️

 

Conteúdo selecionado para o artigo "11+ livros incríveis para celebrar o Dia Mundial do Livro", publicado no blog da editora educativa Twinkl.

 

Opinião: Tokyo Ueno Station — Yu Miri

Um fantasma que nos conta a história de quando era vivo. Não fiquem de pé atrás com o fantasma, não há nada de fantástico nesta história, pelo contrário. 

 

Tokyo Ueno Station de Yu Miri é uma representação da sociedade japonesa que começa em 1933 e segue até aos dias de hoje. Seguimos a vida de um homem, Kazu, e das suas relações com a família e com as outras pessoas com quem se cruza. Enquanto fantasma, Kazu tem um ponto de vista único, tão depressa estamos a relembrar a sua vida, como estamos a observar as pessoas, estranhos, que fazem a sua vida na estação e no parque que Kazu habitua.

Tokyo Ueno Station Oh no Books.jpeg

É um retrato muito despretensioso da vida de Kazu e da sociedade onde está inserido. Kazu é, era, pobre. Vivia longe da família para a suportar e, além da pobreza, Kazu tinha muito azar na vida.  

“I was never home, because I was away working, so I didn’t take any pictures of the children. I never had my own camera either.”

Não pensem que é uma lamúria constante, porque não é e é aí que está o verdadeiro impacto desta história. Yu Miri conta-nos esta história de uma forma quase estéril. Kazu, tal como milhares de outros na mesma situação, aceita a sua vida. Aceita as suas dificuldades e faz o que tem que fazer, da melhor maneira que consegue. E, quando não consegue, aceita também. É um distanciamento que nos deixa, um pouco, assustados e desolados com a realidade da vida.

“I would have liked to exchange a glance with someone, anyone, even a sparrow. (…) but there is no broom, no shovel, and nobody, nobody, nobody…”

Um solidão dilacerante. Não apenas do nosso protagonista, mas da sociedade, das pessoas. Breves ligações, de hábitos, quando todos anseiam por mais. Também conhecemos a crueldade, aquele que existe todos os dias e que nós, educadamente, viramos o rosto.

“I hear a listless sort of screeching.

Possibly the first cicadas of the year.

Could be a Kaempfer cicada…

Or maybe it’s not a cicada, maybe it’s a katydid or something else…” 

A narrativa é frequentemente interrompida por reparos, por sons e imagens, ajudando a tornar tudo muito mais real. Mergulhamos na voz de Kazu e quando ele repara em algo e interrompe a história, também nós reparamos. Vemos com os seus olhos e sentimo-nos, mesmo, como se o fantasma fossemos nós.

Tokyo Ueno Station interior.jpeg

Há muito, muito mais para dizer sobre este livro. Um crítica ao sistema imperial do Japão, à guerra, aos jogos olímpicos. Onde Kazu acabou a sua vida e porquê, mas não quero contar demasiado — acho que é uma experiência que merece ser descoberta e saboreada. 

“I’m trying, I thought.

Set me free from trying, I thought.”

Só quero dizer mais um coisa: este minha opinião não faz jus a este livro. Yu Miri oferece-nos uma experiência tão diferente do habitual que tenho a certeza que me vou lembrar deste livro durante muito tempo. 

 

Que eu saiba, ainda não está editado em português, mas, se puderem, leiam em inglês. São 180 páginas de um livro minúsculo (é pouco mais alto que um telemóvel) com imenso espaçamento — é mesmo um livro pequeno.

 

Deixo só a nota que é um livro que trata de temas pesados — acho que deu para perceber 😅 Acho que os trata de uma forma leve, mas deixo o alerta.

 

Se já leram, por favor, partilhem comigo a vossa opinião. Se não leram, digam-me se contribuí para aumentar a vossa TBR 😅 (espero mesmo que sim).

O Oh no! Books! fez um ano e eu esqueci-me 😒

Então não é que o Oh No! Books! fez um ano e eu esqueci-me de publicar por aqui? Feita traidora, publiquei no Instagram e deixei o meu querido blog esquecido, mas, mais vale tarde que nunca. Em jeito de comemoração, deixo-vos dez factos sobre mim, uns livrólicos, outros não, para nos conhecermos um pouco melhor (porque o que são os livros senão pessoas?)

  1. 📔 Comecei a minha experiência nas leituras com banda desenhada do Tio Patinhas. Colocava as revistas no meio dos livros da escola e fingia estar a estudar. (Ainda hoje gosto de a ler);
  2. 🎯 Além de viciada em livros, sou viciada em organização e agendas. Não vou dizer quantas tenho; #vergonhanacara
  3. 🐊 Tenho pavor de dragões de Komodo. Pavor;
  4. 🍅 Já tive uma horta numa varanda e colhi 3 kg de tomate cereja (num dia);
  5. 🎶 Detesto musicais, não consigo suportar;
  6. 🐈Tenho 4 gatos, mas gostava de ter 20;
  7. 🕵🏻‍♀️ Quando era miúda ia para a biblioteca e passava as tardes a ler “Uma Aventura”;
  8. 🐶 Tenho medo de cães, grandes ou pequenos. Se estiverem com trela e dono mesmo ao lado é ok;
  9. 🛋 Não consigo adormecer no sofá, nem fazer sestas a meia da tarde;
  10. 📚 Estou quase sempre a ler 3 livros ao mesmo tempo. Um em áudio e dois em papel/ebook.

 

Obrigada por estarem desse lado 💛

Livros que li nas férias (2021)

Foram duas semanas de férias muito divididas entre comprar livros e ler livros 😅.

Além destes que estão na foto, também li o Salem’s Lot do Stephen King, mas li no Kobo, portanto não veio para a foto.

Livros que li nas férias.jpeg

 

😱 Os Pássaros e outros contos macabros, Daphne du Maurier — Sei que é uma autora adorada por muitos e reconheço muita qualidade na sua escrita, mas não é a minha preferida no formato de contos. Prefiro um género de terror mais silencioso e, nestes contos, a Daphne du Maurier trabalha um tipo de terror muito mais imediato, muito mais urgente. Digam-me, gostam desta autora? Porquê?

 

🤖 Klara e o Sol, Kazuo Ishiguro — Agora estou a começar a pensar que gostava de ter colocado os livros por outra ordem 😅 Também foi uma leitura que me desiludiu bastante… acho que ficou ao nível do outro que li do autor “Nunca me Deixes”. Lê-se bem, mas achei muito semelhante ao outro que li e parece-me sempre que o autor não sabe bem o que quer dizer, parece-me sempre tudo muito superficial e encostado à bengala do twist.

 

👩🏻 Eliete, Dulce Maria Cardoso — UAU. Nunca tinha lido nada da autora, mas agora sei que vou querer ler toda a obra. Surpreendeu-me bastante, não só pela história, mas pela riqueza e profundidade da linguagem. Recomendo muito. Já deixei opinião aqui no feed.

 

⛵️ Outline, Rachel Cusk — Livro maravilhoso. O primeiro de uma trilogia, é composto por dez conversações. Todas tão profundas que não têm espaço na vida real. Pessoas a conversar, a pensar, pessoas a mostrarem quem são, pessoas com medo. Gostei imenso e vou querer ler os outros dois.

 

🥺 Tokyo Ueno Station, Yu Miri — Outro livro bonito. Um fantasma que nos fala de perda, de invisibilidade, de pobreza, de falta de sorte, de falta de vontade de continuar. Uma visão da perda próxima e poderosa. Podem ver a minha opinião aqui.

 

🧛‍♀️ Salem’s Lot, Stephen King — Já não lia King há imenso tempo, mas voltei a ficar com vontade. Dos meus preferidos dele até agora.

 

E vocês, o que leram nas férias? Já leram algum destes?

 

Opinião: Eliete — Dulce Maria Cardoso

Uma vida normal, uma família imperfeita, um passado pesado, um emprego que paga as contas, uma amiga que só vemos de tempos a tempos mas que nos esforçamos para impressionar, uma relação com a mãe — cheia de bagagem, claro. Inseguranças, medo do futuro, arrependimento do passado, fechar os olhos para não ver o presente, solidão. Eliete tem uma vida normal, que todos nós temos, de uma forma ou de outra. 

Eliete, Dulce Maria Cardoso.jpeg

Dulce Maria Cardoso pega nesta vida que é comum e disseca-a, não deixando nada passar despercebido. Mergulhamos na vida de Eliete, tornamo-nos parte da sua pele, parte da sua mente e vemos o que ela vê. Eliete é atenta e, por isso, nós também somos. A necessidade de não contar os seus erros à amiga é mais do que um segredo, é uma necessidade primal de não admitir, para si mesma. É o querer ter algo que lhe sirva de bóia, nem que seja aos olhos da amiga que vê de vez em quando.

Contar a história de uma vida normal não é fácil, mas Dulce Maria Cardoso sabe exatamente como aprofundar as coisas banais da vida, sem que pareçam banais e, muito menos, aborrecidas.

Prende-nos às suas páginas com um sentimento de inevitabilidade à mistura. 

Nunca tinha lido Dulce Maria Cardoso, mas sei que vou querer ler muito, muito mais. Foi uma surpresa muito boa. Já comprei O Retorno e vou estar atenta à segunda parte deste vida normal. 

Já leram o Eliete ou outro da Dulce Maria Cardoso?

 

Os novos livros cá de casa #6

Ui, que o último post nesta rubrica foi quase há um ano atrás 😅 Como poderão adivinhar, não estive um ano sem comprar livros (mas fazia-me bem), estive, sim, um ano sem partilhar as novas chegadas cá a casa.

Os novos livros cá de casa_6_Ohnobooks.jpeg

Agora, estive duas semanas de férias e acho que comprei este mundo e o outro. Não sei se vos acontece o mesmo, mas eu posso estar meses sem comprar livros, mas depois, de repente, quero comprar todos os livros que existem e fazer todas as coleções 🤷🏻‍♀️ Vamos chamar equilíbro, sim?

Não se assustem que não vou partilhar os livros todos de uma vez — até porque gosto de falar um bocadinho sobre cada um e não quero ficar 5 horas a escrever este artigo (como fiquei para este 😱).

 

Magda Szábo — A Balada de Iza

Desta autora li A Porta e nunca mais me esqueci dela. Tinha na lista ler mais obras desta escritora húngara e quando vi A Balada de Iza não resisti e trouxe-o comigo. Ainda não o li, mas, pelo que pesquisei, conta-nos a história de uma mãe que vai viver com a filha após ficar viúva. Depois temos uma filha que, com a melhor das intenções, controla a vida da mãe para a ajudar a ultrapassar a dor de ter perdido o marido. Desprovida de responsabilidades e sem necessidade de tomar decisões, a mãe começa a questionar-se sobre a sua existência. 

Como vos disse, ainda não o li, mas tenho a certeza que vou adorar.

🛒 Podem comprar aqui.

 

The Penguin Book of the Modern American Short Story

Fã de contos e muito fã destas coleções que a Penguin edita. Já tenho a edição de contos britânicos (The Penguin Book of Contemporary British Short Story) e também os japoneses (The Penguin Book of Japanese Short Stories). Esta é editado pelo John Freeman e contém contos de nomes bem conhecidos, como Ursula K. Le Guin, Raymond Carver, Susan Sontag, Lucia Berlin, Jhumpa Lahiri, Ken Liu e até Stephen King.

Gosto muito de ler contos e acho estas coleções por origem super interessantes. Também tenho alguns livros de contos por autor, mas há algo nestas misturas que mantém a leitura sempre surpreendente. 

🛒 Podem comprar aqui (em inglês)

 

Ali Smith — Outono

Primeiro livro da tetralogia — sim, adivinharam, cada um é uma estação do ano. Gostava de vos falar um pouco sobre este livro, mas se pesquisarem sobre ele vão perceber porque não consigo. Com opiniões muito divididas, parece que nem a história é clara. Vejo-o muitas vezes descrito como experimental e acabei por ficar com muita curiosidade. 

Prometo que partilho convosco quando o ler (se já o leram partilhem comigo a vossa opinião 🙏).

🛒 Podem comprar aqui.

 

Yu Miri — Tokyo Ueno Station

Posso começar por dizer que é um livro maravilhoso? Quem nos leva nesta viagem é um fantasma que observa a vida dos vivos que o rodeiam ao mesmo tempo que nos vai contando a história da sua vida. É um livro triste. É um livro que trata a sensação de perda, a sensação de luto como nenhum outro que eu tenha lido até agora. Não é um livro alegre, mas é poético e, ainda que trate de temas pesados, é um livro que se lê bem. 

Assim que consiga partilho a minha opinião mais detalhada convosco.

🛒 Podem comprar aqui (em inglês).

 

Já leram algum destes? Têm algum na wishlist?

Podem ver os outros posts desta rubrica aqui. 

 

Disclaimer: Alguns dos links que podem encontrar no blog são links de afiliado. O que isto significa? Que se comprarem algo através do link, eu recebo uma pequena comissão. Para quem compra é totalmente indiferente e sempre é uma forma de apoiarem este projeto, sem custos 💜