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Oh no! Books!

Livros, fotografia e viagens. (na verdade, é quase só livros)

Oh no! Books!

Livros, fotografia e viagens. (na verdade, é quase só livros)

Os novos livros cá de casa #2

Hemingway, os Contos de Nick Adams e Machado de AsTenho a sensação de que esta vai ser uma rubrica com um elevado número de posts :)

Sou, assumidamente, uma enorme fã de contos e tenho cada vez mais na coleção. Passei pelo Chiado e, como não podia deixar de ser, aproveitei para dar uma vista de olhos pela Bertrand do Chiado. Estava (e estou) a ler uma colectânea de contos do J.D.Salinger, For Esme — With Love and Squalor, que me está a deixar muito bem impressionada e fiquei com vontade de trazer mais uns contos para casa.

 

Ernest Hemingway — Contos de Nick Adams

Aprecio o estilo de escrita de Hemingway, curto e direto e acho que estes contos vão ser uma experiência interessante, pois estão todos à volta da mesma personagem. Até agora, e que me lembre, os contos que li são sempre únicos e sem relação/continuidade entre eles, portanto estou muito curiosa com esta colectânea. 

Contos de Nick Adams reúne num único volume todos os textos criados por Hemingway em torno de uma personagem que é, em larga medida, o seu alter ego. De criança que acompanha o pai nas suas consultas médicas a adolescente apaixonado pela pesca e pela caça, a soldado na Primeira Guerra Mundial, a veterano de volta à sua terra, a escritor, a pai - cronologicamente dispostos, os episódios da vida de Nick Adams deixam entrever o percurso da vida do próprio Hemingway, permitindo uma aproximação intimista à história de um dos maiores autores do século XX. Escrito nas décadas de 1920 e 1930, este conjunto só viria a ser publicado postumamente, em 1972.

 

Machado de Assis — O Alienista e Outros Contos

Nunca li, por enorme falha minha, nada do escritor brasileiro. Decidi que esta era uma boa oportunidade para começar. Inclui o Alienista onde o autor explora a fronteira entre a loucura e a sanidade.

Machado de Assis escreveu cerca de duzentos contos. Esta antologia reúne aqueles que consideramos os vinte melhores. Além da quase novela O Alienista, escolheram-se contos tão notáveis como Missa do Galo, Noite de Almirante e Uns Braços.

Ainda tenho alguns alguns livros na lista de espera, mas prometo partilhar a minha opinião assim que os leia.

Podem ver os outros posts desta rubrica aqui e tudo sobre livros aqui

Opinião: Stephen King — Metade Sombria

Stephen King, A Metade Sombria.jpeg

Não sei se já vos disse, mas sou (muito) fã de Stephen King. Não que adore particularmente histórias de terror/suspense, mas Stephen King trabalha personagens como ninguém e tenho sempre uma sensação de voltar a casa quando leio um livro dele. Felizmente, há mais de 50 e eu nem metade li.

A Metade Sombria (ou The Dark Half em inglês, que foi como o li), conta-nos a história de um escritor que se viu confrontado com a sua outra metade, aquela que utilizava para escrever os livros com o pseudónimo George Stark.

Tudo começou na adolescência, altura em que Thad começou a escrever e, sem querer entrar em detalhes (quem não odeia spoilers?), esperem experiências psicossomáticas pelo meio, corvos, um detetive da polícia com dificuldades em aceitar o sobrenatural e uma dúvida constante de quem vai sair vitorioso desta batalha pela vida oferecida pelos livros.

Em primeiro lugar, tenho um soft spot para livros que têm escritores como personagem principal, não sei bem porquê, talvez seja aquela curiosidade de saber como é estar do outro lado. Depois, a forma como o autor explora a psicologia da personagem principal e a relação com a sua metade sombria é só fenomenal. 

O próprio autor teve, em tempos, um pseudónimo - Richard Bachman, e foi logo após este ter sido descoberto que Stephen King escreveu a Metade Sombria, um livro que trata, obviamente de forma totalmente diferente, a relação entre um pseudónimo e o seu criador.  

Sei que há quem deteste Stephen King, que considere que os seus livros são vazios e apenas servem para entreter. Eu tenho uma opinião bastante diferente. Acho que criar separações entre livros que entretêm e outros que são grandes clássicos é perder aquilo que a literatura tem para nos oferecer. Criar uma elite que apenas recomenda grandes nomes da literatura é ignorar tudo o resto que o mundo tem para nos contar. E eu não posso dizer que leio tudo, pelo contrário, tenho géneros muitos específicos e sei que posso estar a perder muito por isso, mas acho que Stephen King é mais do que um autor de terror, o que ele nos oferece vai mais longe do que isso, pois em todos os livros temos uma janela para psique humana, muitas vezes, mais evidente em situações de stress e pânico, como aquelas que Stephen King cria tão abundantemente.

Para quem?

Bem, para fãs de Stephen King, obviamente. Para quem gosta de histórias de escritores ou para quem quer conhecer uma história onde o imaginário se funde com o real de maneira natural e credível ao ponto de nos fazer olhar por cima do ombro. 

Nota: 5/5

Se já leram, partilhem comigo as vossas opiniões. 

 Podem ler mais opiniões sobre livros aqui.

Os novos livros cá de casa #1

Livros novos

Juro que não saí de casa com a intenção de comprar livros, afinal, a lista de livros por ler cá em casa já tem um tamanho considerável. No entanto, passei por uma Fnac e pensei em dar só uma espreitadela, sabem como é. Acabei por vir para casa com (boa) companhia.

 

A.S.Byatt - Ragnarök: O Fim dos Deuses


Sou (muito) fã de mitologia e é raro ver algo sobre o tema e deixá-lo na prateleira. Sem mencionar que aquela capa estava mesmo a pedir para vir comigo.

Enquanto as bombas da Blitz arrasam a cidade de Londres, uma menina de cinco anos, posta a salvo no paraíso do campo inglês, encontra companhia na leitura de um grande volume encadernado sobre os mitos nórdicos. Ódin, Loki, Baldur e a terra de Midgard desfilam avidamente pelos seus olhos, tornam-se nomes e locais familiares, abrindo uma janela para a exploração de um mundo que é, afinal, espelho do seu.

 

Max Porter - Lanny


As histórias passadas em pequenas aldeias, com foco na história de gerações também me fascinam e, por isso, este menino já estava na minha lista - novamente, da mesma editora que o anterior, também tem um capa linda.

Esta é a história de uma aldeia inglesa situada a não mais de meia hora de distância de londres, não muito diferente de todas as outras: com o seu pub, a sua igreja, as suas lojas e casas de tijolo vermelho, repleta de vozes que falam de amor e desejos, de trabalho e de morte e das coisas quotidianas. A aldeia pertence ao presente, mas também ao seu passado, às famílias desaparecidas há gerações e às que para lá se mudaram há pouco tempo. Pertence igualmente ao falecido papá dentilária. Todas as crianças conhecem esta figura lendária, feita de folhas de hera, parte da paisagem desta aldeia há centenas de anos.
Ele viu monges executados, bruxas afogadas, viu a chacina industrial de animais, viu pessoas a fazerem mal aos que lhes eram próximos ou a si mesmas. Viu a própria terra desintegrar-se, despedaçada por arame, vedações e leis. Viu-a envenenada por químicos. E agora, o falecido papá dentilária acordou… por que razão se pôs novamente à escuta?E, sobretudo, o que quererá de lanny, um curioso rapaz recém-chegado à aldeia?Com Lanny, um romance brilhante, detentor de uma energia quase anárquica que funde fabulismo com o quotidiano, max porter amplia o já extraordinário universo que criou com o luto é a coisa com penas.

 

Stephen Fry - A Grande História do Mitos Gregos


Nunca li nada de Stephen Fry e acabei logo por comprar dois livros, no entanto, têm ambas boas reviews (este melhores que o seguinte) e, sendo sobre mitologia, não tem muito por onde correr mal.

Neste livro fascinante percebemos melhor quem somos e qual a origem dos mitos que ainda hoje nos ajudam a explicar o sentido da vida e os mistérios da Humanidade.  Viciante, lúdica, acessível e espantosamente humana, a mitologia grega explica a ascensão da Humanidade e o combate para nos libertarmos da interferência divina. Os mitos revelam que quem criou este mundo desconcertante, com os seus caprichos, cruldades, maravilhas, loucura e injustiça devia ser igualmente caprichoso, cruel, maravilhoso, louco e injusto.
Quem nunca ouviu falar de Zeus, Afrodite ou Apolo? E de Pandora, das musas ou do rei Midas? Passadas de milénio em milénio, as histórias sobre os deuses e os mitos gregos esto profundamente enraizadas na nossa cultura, nas nossas lendas e na nossa língua.

 

Stephen Fry - Heroes


Deixo-vos o resumo em inglês, porque acho que ainda não foi editado em português e estou com preguiça de traduzir tudo isto.

Few mere mortals have ever embarked on such bold and heart-stirring adventures, overcome myriad monstrous perils, or outwitted scheming vengeful gods, quite as stylishly and triumphantly as Greek heroes. In this companion to his bestselling Mythos, Stephen Fry brilliantly retells these dramatic, funny, tragic and timeless tales. Join Jason aboard the Argo as he quests for the Golden Fleece. See Atalanta - who was raised by bears - outrun any man before being tricked with golden apples. Witness wily Oedipus solve the riddle of the Sphinx and discover how Bellerophon captures the winged horse Pegasus to help him slay the monster Chimera.
Filled with white-knuckle chases and battles, impossible puzzles and riddles, acts of base cowardice and real bravery, not to mention murders and selfless sacrifices, Heroes is the story of what we mortals are truly capable of - at our worst and our very best.

 

Stephen King - Bem-vindos a Joyland


Stephen King é um dos meus autores favoritos, não tanto pelo tema recorrente das suas histórias, mas pela sua capacidade extraordinária de desenvolver personagens. É raro encontrar outro autor que me faça sentir tão "na pele" das personagens como o Stephen King - aliás, estou neste momento a ler A Metade Sombria (update: já acabei, podem ler a minha opinião aqui.)

Por detrás do brilho das luzes, escondem-se as trevas… Devin Jones, estudante universitário, aceitou o trabalho de verão em Joyland na esperança de esquecer a rapariga que lhe partiu o coração. Mas acaba por se deparar com algo muito mais terrível: o legado de um homicídio perverso, o destino de uma criança moribunda e verdades obscuras acerca da vida, e do que se lhe segue, que irão mudar para sempre a sua vida. Uma história intensa de amor e perda, acerca de crescer e de envelhecer - e daqueles que não chegam a ter tempo para uma coisa nem para outra por serem ceifados pela morte antes disso.
Com todo o impacto emocional das grandes obras de Stephen King, Bem-vindos a Joyland ao mesmo tempo um policial, uma história de terror e um romance de formação que deixará o leitor profundamente comovido.

Gostava de prometer que dou a minha opinião em breve, mas sou realista e sei que ainda tenho uma boa pilha de livros para ler antes destes. No entanto, sempre que publico uma opinião, podem vê-la aqui.

 

Opinião: Neil Gaiman — A Estranha Vida de Nobody Owens

Neil Gaiman — A Estranha Vida de Nobody Owens.jp

Conheci o Neil Gaiman ao ler o seu "Neverwhere" que em português foi editado como "Terra do Nada", acho, não tenho a certeza. E, por mais estranho que pareça, posso dizer que não o adorei. Acho que tinha as expetactativas demasiado elevadas, mas bem, é uma história para outro dia. 

Hoje venho dar a minha opinião acerca do livro "A Estranha Vida de Nobody Owens" que, sendo um livro menos aclamado que o "Neverwhere", me encheu muito mais o coração. 

Começo por deixar o alerta de que este é um livro young adult, portanto, não esperem resolver aqui grandes mistérios da vida. O que podem esperar sim, é uma leitura de verão fácil, divertida e diferente. O Nobody Owens é um rapaz que foi criado por fantasmas num cemitério (yep, leram bem) e que, só com este pormenor tão simples, o Neil Gaiman nos oferece logo aqui um mundo totalmente diferente. Além das peripécias que devemos esperar de um adolescente, é muito interessante ver como as relações dos fantasmas, que nunca crescem, mudam para com o Bod (Nobody Owens) que, enquanto pessoa viva, continua a crescer e a mudar a sua personalidade. Tenham também em conta que os próprios fantasmas "morreram" em épocas diferentes, portanto, a forma de ver o mundo difere de fantasma para fantasma. 

É uma leitura leve, que serve para descomprimir, sendo ideal para levar para a praia ou mesmo para o sofá.

Para quem?

Para quem procura aventuras diferentes do habitual e um perspectiva fresca, vinda diretamente dos fantasmas. É também ideal para quem tem adolescentes, pois podem ler em conjunto e trocar ideias.

Nota: 4/5

Se já leram, partilhem comigo as vossas opiniões. 

 Podem ler mais opiniões sobre livros aqui.

O sucesso do amarelo e um obrigada

O Gato amarelo foi destacado!

Vocês não sabem, mas acontece-me sempre isto.

Imaginem que tenho, no Instagram por exemplo, dezenas de fotos bem conseguidas sobre os mais variados temas. Sabem que fotos têm sempre, mas sempre, mais likes? As fotos do gato amarelo. 

Imaginem agora que tenho um novo blog, imaginem também que o Sapo foi simpático o suficiente para me destacar. Adivinhem agora que post foi? Sim, o do gato amarelo

Atenção, não me estou aqui a queixar, que amo aquele gato como se não houvesse amanhã, mas é só um bocadinho da minha inveja a saltar. É que a única coisa que aquela bola de pêlo tem que fazer é comer e dormir. Pumba! Torna-se o preferido. 

Tudo isto só para vir aqui agradecer ao Sapo por me ter destacado, por também ser fã do gato amarelo (quem não) e pelo voto de confiança no blog novato ❤️

Opinião: Shirley Jackson — A Lotaria e Outras Histórias

Shirley Jackson - A lotaria e outras histórias.jp

Conheci a Shirley Jackson depois de ver a série A Maldição de Hill House na Netflix (ainda não viram? vão ver).
Gostei tanto da série que encomendei logo um livro dela - A Lotaria e Outras Histórias - nota, li o livro em inglês, portanto, The Lottery and other stories.

Gostei tanto deste também, que encomendei logo mais três livros dela, mas pronto, lá chegaremos. Hoje estamos aqui vos dar a minha opinião acerca do livro A Lotaria e Outras Histórias. 

Tal como o nome indica, esta é uma coleção de pequenos contos. Estes são, frequentemente, apresentados como contos de terror. Digo isto, porque não esperem aquele terror comum, do monstro, do zombie, do espírito. Não. Este é um tipo de terror muito mais interessante, porque é também muito mais real. São histórias, simples, sem grandes dramas da natureza humana. O terror que a Shirley (gosto tanto dela que vou só usar o 1º nome) nos passa neste livro é o mais real de todos, é aquele que está dentro de cada um de nós

Todas estas histórias têm um traço comum, a falta de humanidade nos humanos, a forma como nos tratamos uns aos outros. Temos histórias simples da noiva que passa o dia do seu casamento à procura do noivo que não apareceu à hora combinada, uma senhora que recorda o tempo em que dançava, mas também uma história de tradições e o que elas trazem consigo.

É um livro para ler uma história de cada vez, fazer um intervalo e saborear. 

Para quem?

Diria que este livro é para aqueles que são curiosos pela mente e pelo comportamento humano, mas que não são sensíveis a desfechos menos felizes.

Nota: 5/5

Se já leram, partilhem comigo as vossas opiniões. Estou curiosa para saber se todos gostaram tanto deste livro como eu.

Podem ler mais opiniões sobre livros aqui.

 

Das coisas insólitas #1

Sei que não devia, já não tenho idade para isso, mas ainda há coisas que me espantam neste mundo. 

Ora atentem.

  1. M. (eu) vai ao serviço de águas da sua zona e pede uma instalação. Além da morada e coisas óbvias, fornece também o seu número de telemóvel ao prestador de serviços. Até aqui, estamos bem. Apesar de pagar 70€ só para ligarem a água (não, não havia dívidas), parece-me algo exagerado.
  2. Na data indicada, fornecedor de serviços vai ligar a água na morada indicada. M. não estava em casa (sim, eu avisei que não ia estar), mas alguém abriu a porta do prédio. Continuamos bem. 
  3. M. recebe uma mensagem no chat do Facebook de um desconhecido. O Facebook informa a M. que a pessoa descobriu o seu perfil através de uma pesquisa do número de telemóvel. Facebook informa ainda que este senhor que me contactou trabalha no dito serviço de águas previamente mencionado. 

Vamos lá ver então: um funcionário de um serviço público usou o meu número de telemóvel (que deveria servir para me contactar com assuntos oficiais) para me procurar no Facebook e meter conversa comigo. 

Recordo que agora este senhor sabe quem sou, sabe o meu número de telemóvel e, acha ele, sabe onde eu moro. 

M. vai agora às preferências do Facebook ver se dá para desativar a pesquisa por número de telemóvel porque há pessoas muito assustadoras pelo mundo.