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Oh no! Books!

Livros, fotografia e viagens. (na verdade, é quase só livros)

Oh no! Books!

Livros, fotografia e viagens. (na verdade, é quase só livros)

Os novos livros cá de casa #4

Ora bem, a última publicação na rubrica “Os novos livros cá de casa” já foi em Setembro de 2019! 

Como devem calcular, neste tempo comprei muitos livros que não partilhei. Mas vamos focarmo-nos nestes belos livros que trago hoje para partilhar convosco.

Coleção Vampiro, Raymond Chandler_Rex Stout.jpeg

Trata-se da fantástica Coleção Vampiro, da Livros do Brasil, que tem as capas mais bonitas que já vi. Nem sou a maior fã de policiais, mas esta coleção está a chamar-me e acho mesmo que a vou fazer.

Mas o que é esta coleção Vampiro? 

(🧛‍♂️ Não, não é sobre vampiros).  A Coleção Vampiro foi uma coleção de literatura policial lançada em 1947, pela Livros do Brasil, que foi publicada até 2008 e teve mais de 700 números! Podem espreitar aqui todos os números e capas.

Esta que vos mostro aqui é a nova série, que começou em 2016 e que já conta com 36 números (à data deste artigo). Podem ver tudo sobre ela no site da Livros do Brasil.

Podia ficar aqui horas a falar desta coleção, mas o Público tem um excelente artigo que vos guia pela história desta interessante coleção 1000 vezes melhor do que eu alguma vez conseguiria.

Conheciam esta coleção? Leram a original?

Podem ver os outros posts desta rubrica aqui e tudo sobre livros aqui. 

 

Construir uma casa

Estou a usar a palavra construir de forma muito livre. A casa já existia. Já a comprei há muitos anos e, também há muitos anos, que estava desabitada. 

Resolvi que, em vez de alugar uma nova casa, estava na hora de dar carinho à minha. Arranjar o que precisasse de ser arranjado e fazer da minha casa, a minha casa.

um gato e um abacaxi.jpeg

Ainda não tenho uma cozinha completa, mas tenho um gato amarelo e um abacaxi.

Urban jungle na cozinha.jpeg

Percebi que vou querer menos móveis na cozinha. Preciso de espaço para as plantas.

Urban jungle na sala.jpeg

O mesmo se aplica à sala. Durante a pandemia, construi uma selva em casa e percebi que me trazia alegria.

A meloa e a Hoya.jpeg

Os limões.jpeg

Mudar de casa em março, no meio da pandemia, não foi um processo fácil. Tive a sorte de ter um pai que sabia (e podia e queria) trabalhar numa data de ofícios. Na altura em que não podíamos sair de casa, eu tinha a cozinha em tijolo. 

Foi um desafio, mas também me ensinou muitas coisas. As lojas estavam fechadas e eu descobri que uma secretária pode, perfeitamente, fazer de mesa de cozinha. Que o importante não são os móveis. 

Audiobooks - sim ou não?

Com alguma controvérsia, os audiobooks (ou audiolivros) são amados por uns, odiados por outros e desconhecidos, talvez, para uma fatia ainda maior.

Como me rendi aos audiobooks, pensei em vir dar-vos a minha opinião, não vá andar alguém indeciso desse lado. 

Audiobooks vantagens

 

Experiência pessoal com audiobooks

Começo por partilhar a minha experiência com os audiobooks, pois, mais do que preço e saber onde comprar, é, normalmente aquilo que mais me interessa saber - como é ler em audio?

Então, confesso que das duas primeiras vezes que tentei, enquanto conduzia, pensei: não, isto não é para mim. Não me conseguia concentrar,  parecia que não conseguia fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Se me tentava focar na história, sentia que não estava a prestar atenção à estrada (e o nosso cérebro leva-nos sempre para onde devemos estar, para a estrada), se me focava na estrada, parecia que me estava sempre a perder na história. 

Já meses depois das outras tentativas, resolvi tentar uma terceira vez. Escolhi um livro “fácil”, And Then There Were None da Agatha Christie (que acabou por não ser tão fácil assim porque tinha imensas personagens) e tentei ler num caminho que faço diariamente e em auto-estrada. Ao início foi um pouco desconfortável, com a mesma sensação que já tinha tido, mas forcei um bocadinho e, com o passar do tempo (dois ou três dias na verdade), acabou por tornar-se mais natural. Hoje, já é automático e faz-me zero confusão, no entanto, só “leio” em trajetos que faço diariamente, ou seja, aqueles em que estamos mais descontraídos. Se for um caminho novo, prefiro estar totalmente focada na estrada.

Não sei quantos livros já ouvi, mas já foram mais de 20, de certeza absoluta! Fui confirmar, afinal foram mais de 60!

Preços e onde comprar

Os audiobooks não são baratos, por isso, a única opção viável para quem quer ler mais do que um, é mesmo recorrer a uma subscrição. 

Kobo

O meu ebook reader é da Kobo e é lá que compro todos os meus ebooks, portanto, fazia sentido ter uma subscrição do mesmo serviço. Infelizmente, a Kobo apesar de já ter uma subscrição de audiobooks, ainda não a oferece em Portugal. Neste momento, com uma conta portuguesa, apenas é possível comprar os audiobooks individualmente, mas têm, na minha opinião, um preço demasiado elevado.

Audible

A minha escolha acabou por ir para a Audible que tem valores de subscrição muito simpáticos. Há várias subscrições disponíveis:

  • Gold — cerca de 14.95$/mês, o que corresponde a 1 crédito;
  • Platinum — cerca de 22.95$/mês, o que corresponde a 2 créditos;
  • Silver — Esta modalidade só fica disponível quando tentam cancelar a vossa subscrição. Não consigo confirmar o preço agora, mas ronda os 7$ e ganhamos um crédito mês sim, mês não.

Os créditos são aquilo que podemos trocar por audiobooks, por isso, na verdade, estamos a dizer que podemos comprar 1 audiobook por 14.95$, no caso do Gold. Além disso, ainda temos 30% de desconto se quisermos comprar um audiobook fora da subscrição e a Audible faz imensas promoções para subscritores. 

Acredito que existam outros serviços, mas estes são os que estão no meu radar.

Uma nota: eu leio/oiço em inglês. Não sei se o Audible tem livros narrados em PT, mas acredito que, se tiver, não deve ser um grande catálogo.

As vantagens

A minha principal vantagem: transformei quase 2 horas de condução diárias em momentos de “leitura”. Até agora, só oiço audiobooks no carro. Já tentei ouvir em casa, mas parece que aí prefiro ler em vez de ouvir. Portanto, se me perguntarem quais são as vantagens dos audiobooks, a minha resposta imediata vai logo para aproveitar o tempo em que estamos presos no trânsito! Pode parecer coisa pouca, mas imaginem 2 horas de condução por dia, agora multipliquem por 22 dias por mês. Certo, são cerca de 44 horas a conduzir - mais do que uma semana. Nada contra ouvir música ou podcasts (que também oiço), mas tenho preferido aproveitar esse tempo para colocar a leitura em dia. 

Ah e tal, mas isso não é ler!

Cada um com a sua opinião. Confesso que me enerva um bocado a postura de “e-books não são livros”, “ouvir livros não é a mesma coisa” e “ler tem que ser em papel”. Ora bem :) Para mim, o importante é que as pessoas tenham a oportunidade de ler e que retirem daí prazer. Mais importante ainda é as pessoas terem direito a fazer aquilo que bem lhes apetece sem terem outras pessoas a retirar valor, porque algo não vai ao encontro do que elas conhecem. 

E desse lado? Audiobooks? Fãs ou nem por isso?

Se estiverem curiosos e tiverem dúvidas, apitem que tento ajudar :) 

Opinião: Stephen King — Pet Sematary

Estive uns tempos com um reading slump. Não sei dizer isto em português, mas parece que não conseguia ler nada, lia umas páginas e aborrecia-me. Às vezes acontece-me, aliás, acontece-me com frequência - sou uma pessoa de 8 ou 80. De qualquer forma, quando estou nessa fase, venho ter com o Sr. King. Desta vez ele fez o mesmo de sempre, tirou-me deste vai, não vai e fez-me regressar, tranquilamente, às leituras.

Stephen King_Pet Sematary.jpeg

Sometimes, dead is better.

Este livro em específico, Pet Sematary (Samitério de Animais em português) é considerado um dos mais assustadores e eu ainda não sei se concordo. Se é assustador, bem sim, um pouco. Se é um dos mais assustadores? Talvez, porque o terror deste livro está naquilo que estamos dispostos a fazer por aqueles que amamos e, no fim do dia, por nós próprios. 

Nos últimos tempos tenho evitado ler a sinopse, porque acho que às vezes contam demais e, por isso, não vou aqui entrar em grandes detalhes. Pensem num médico, crente apenas na ciência, que se vê forçado, quer pelo luto quer por forças maiores, a encarar um mundo que não se rege pelas ciências que ele tanto conhece. 

Uma história que nos mostra que, com as condições certas, todos nós cedemos e fazemos aquilo que achamos abominável. 

Resumindo, eu gostei muito e recomendo a leitura aos fãs de King.

Nota: 4/5

Podem ler mais opiniões de livros aqui.