Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Oh no! Books!

Livros, fotografia e viagens. (na verdade, é quase só livros)

Oh no! Books!

Livros, fotografia e viagens. (na verdade, é quase só livros)

Opinião: O Mestre e Margarita — Mikhaíl Bulgákov

Peguei neste livro sem saber bem ao que ia. Sabia que era meio louco e que tinha bruxas e um gato falante. Depois descobri que tinha um baile do diabo, a história da crucificação de Jesus Nazaré, um manicómio sempre cheio e uma história de amor.

E isto é só a ponta do icebergue. 

O Mestre e  Margarita, Mikhaíl Bulgákov.jpeg

No meio de uma história com imensas histórias, temos muitas outras coisas. 

Temos exemplos do egoísmo e da ganância dos homens. Momentos onde percebemos que quem faz o bem também pode fazer o mal e que quem faz o mal também pode fazer o bem — afinal, o que é o bem e o que é o mal? Percebemos o valor da liberdade e percebemos também que conseguimos sempre seguir em frente, de uma maneira ou de outra. Percebemos também que são as histórias que perduram e que ninguém as pode verdadeiramente tirar de nós.

 

O Mestre e Margarita é uma sátira, uma comédia e um retrato. É tão rico e complexo que é muito mais do que uma coisa. Tem um ângulo cristão onde dissecamos o bem e o mal. Tem uma interpretação política onde apontamos as hipocrisias que no dia-a-dia fingimos não ver. Tem também uma visão do ser humano envolto em arte (e em falhas) onde percebemos o poder que a arte tem no nosso ser. 

 

É uma história(s) que, apesar de grande, se lê bem. A escrita é leve e divertida. Os acontecimentos são fantásticos (leia-se absurdos) e dei por mim muitas vezes a pensar “mas como é que ele se lembrou disto”. É uma abordagem diferente do que costumo ler, aqui usa-se fantasia e comédia para tocar em temas bem sérios.

 

Confesso que em alguns momentos tive dificuldades em saber quem é quem — coisa que me acontece sempre em romances russos com muitas personagens (e aqui há TANTAS). Como não me relaciono com os nomes, é difícil perceber quem é quem. Felizmente, o autor era também fã de identificar as pessoas pelas suas características, o que me permitiu sempre voltar a apanhar o fio à meada. 

 

Um livro que me fez comprar o livro físico depois de o ter lido em formato ebook. Li em inglês, mas resolvi comprar a tradução portuguesa — quero voltar a lê-lo, com mais calma, e voltar a visitar aquele mundo onde tudo acontece e onde tudo pode acontecer.

 

Já leram? Se leram em português, gostava muito de saber que tradução escolheram. Eu optei pela da Nina Guerra e do Filipe Guerra, mas gostava de saber a vossa opinião 💛

Opinião: O Nome do Vento — Patrick Rothfuss

O Nome do Vento.jpeg

Como já sabem, sou ávida leitora de fantasia, mas confesso que nem sempre é fácil encontrar o tipo de fantasia “certo” para mim. Como em tudo, cabe muita coisa dentro de fantasia, mas com o tempo aprendi a perceber se vou ou não gostar de um livro.

O Nome do Vento de Patrick Rothfuss é, felizmente, um dos casos em que acertei. Conheci este livro através da @portasetenta e depois de fazer alguma pesquisa (até porque ele é bem grande) achei que era capaz de gostar - e acertei. 

Não vos consigo contar muito sem spoilers, mas é um livro de fantasia bem sóbrio e realista, onde é fácil esquecer que estamos a ler fantasia - parece-me até ser uma boa introdução ao género. 

É uma história dentro de uma história onde o autor nos conta as suas aventuras que começaram enquanto ainda era apenas uma criança. Graças a este estilo de narrativa, é o livro ideal para ler por longos períodos de tempo, enquanto relaxamos no sofá. O autor construiu um mundo vasto e muito detalhado, cheio de personagens com personalidades muito bem construídas. A melhor maneira de desfrutar dele é deixarmo-nos levar e mergulhar no universo.

A história é sempre muito rica e deixa-nos com vontade de saber o que vem a seguir, mas tive momentos em que gostava que a narrativa acelerasse um bocadinho. O protagonista tem-se (na maioria dos casos) em muito boa conta e, como se fosse real, demora-se nas histórias que acha mais impactantes. Mas não pensem que é um livro aborrecido - não é! Eu é que consigo ser um pouco impaciente 😅

O Nome do Vento faz parte de uma trilogia, mas o terceiro livro ainda não foi publicado. O segundo (O Medo do Homem Sábio) foi editado em 2011, portanto já estamos há 10 anos à espera do último. Confesso que me deixa um pouco de pé atrás, mas não o suficiente para não continuar a ler. Agora vou fazer uma pausa e ler outro livro, mas vou pegar no segundo livro logo de seguida.

Se tiverem uma subscrição do Kobo Plus, tanto este como O Medo do Homem Sábio estão disponíveis ✌️

Já leram? Gostaram?