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Oh no! Books!

Livros, fotografia e viagens. (na verdade, é quase só livros)

Oh no! Books!

Livros, fotografia e viagens. (na verdade, é quase só livros)

Livros que li nas férias (2021)

Foram duas semanas de férias muito divididas entre comprar livros e ler livros 😅.

Além destes que estão na foto, também li o Salem’s Lot do Stephen King, mas li no Kobo, portanto não veio para a foto.

Livros que li nas férias.jpeg

 

😱 Os Pássaros e outros contos macabros, Daphne du Maurier — Sei que é uma autora adorada por muitos e reconheço muita qualidade na sua escrita, mas não é a minha preferida no formato de contos. Prefiro um género de terror mais silencioso e, nestes contos, a Daphne du Maurier trabalha um tipo de terror muito mais imediato, muito mais urgente. Digam-me, gostam desta autora? Porquê?

 

🤖 Klara e o Sol, Kazuo Ishiguro — Agora estou a começar a pensar que gostava de ter colocado os livros por outra ordem 😅 Também foi uma leitura que me desiludiu bastante… acho que ficou ao nível do outro que li do autor “Nunca me Deixes”. Lê-se bem, mas achei muito semelhante ao outro que li e parece-me sempre que o autor não sabe bem o que quer dizer, parece-me sempre tudo muito superficial e encostado à bengala do twist.

 

👩🏻 Eliete, Dulce Maria Cardoso — UAU. Nunca tinha lido nada da autora, mas agora sei que vou querer ler toda a obra. Surpreendeu-me bastante, não só pela história, mas pela riqueza e profundidade da linguagem. Recomendo muito. Já deixei opinião aqui no feed.

 

⛵️ Outline, Rachel Cusk — Livro maravilhoso. O primeiro de uma trilogia, é composto por dez conversações. Todas tão profundas que não têm espaço na vida real. Pessoas a conversar, a pensar, pessoas a mostrarem quem são, pessoas com medo. Gostei imenso e vou querer ler os outros dois.

 

🥺 Tokyo Ueno Station, Yu Miri — Outro livro bonito. Um fantasma que nos fala de perda, de invisibilidade, de pobreza, de falta de sorte, de falta de vontade de continuar. Uma visão da perda próxima e poderosa. Podem ver a minha opinião aqui.

 

🧛‍♀️ Salem’s Lot, Stephen King — Já não lia King há imenso tempo, mas voltei a ficar com vontade. Dos meus preferidos dele até agora.

 

E vocês, o que leram nas férias? Já leram algum destes?

 

Opinião: Stephen King — Pet Sematary

Estive uns tempos com um reading slump. Não sei dizer isto em português, mas parece que não conseguia ler nada, lia umas páginas e aborrecia-me. Às vezes acontece-me, aliás, acontece-me com frequência - sou uma pessoa de 8 ou 80. De qualquer forma, quando estou nessa fase, venho ter com o Sr. King. Desta vez ele fez o mesmo de sempre, tirou-me deste vai, não vai e fez-me regressar, tranquilamente, às leituras.

Stephen King_Pet Sematary.jpeg

Sometimes, dead is better.

Este livro em específico, Pet Sematary (Samitério de Animais em português) é considerado um dos mais assustadores e eu ainda não sei se concordo. Se é assustador, bem sim, um pouco. Se é um dos mais assustadores? Talvez, porque o terror deste livro está naquilo que estamos dispostos a fazer por aqueles que amamos e, no fim do dia, por nós próprios. 

Nos últimos tempos tenho evitado ler a sinopse, porque acho que às vezes contam demais e, por isso, não vou aqui entrar em grandes detalhes. Pensem num médico, crente apenas na ciência, que se vê forçado, quer pelo luto quer por forças maiores, a encarar um mundo que não se rege pelas ciências que ele tanto conhece. 

Uma história que nos mostra que, com as condições certas, todos nós cedemos e fazemos aquilo que achamos abominável. 

Resumindo, eu gostei muito e recomendo a leitura aos fãs de King.

Nota: 4/5

Podem ler mais opiniões de livros aqui.

Opinião: Stephen King — Metade Sombria

Stephen King, A Metade Sombria.jpeg

Não sei se já vos disse, mas sou (muito) fã de Stephen King. Não que adore particularmente histórias de terror/suspense, mas Stephen King trabalha personagens como ninguém e tenho sempre uma sensação de voltar a casa quando leio um livro dele. Felizmente, há mais de 50 e eu nem metade li.

A Metade Sombria (ou The Dark Half em inglês, que foi como o li), conta-nos a história de um escritor que se viu confrontado com a sua outra metade, aquela que utilizava para escrever os livros com o pseudónimo George Stark.

Tudo começou na adolescência, altura em que Thad começou a escrever e, sem querer entrar em detalhes (quem não odeia spoilers?), esperem experiências psicossomáticas pelo meio, corvos, um detetive da polícia com dificuldades em aceitar o sobrenatural e uma dúvida constante de quem vai sair vitorioso desta batalha pela vida oferecida pelos livros.

Em primeiro lugar, tenho um soft spot para livros que têm escritores como personagem principal, não sei bem porquê, talvez seja aquela curiosidade de saber como é estar do outro lado. Depois, a forma como o autor explora a psicologia da personagem principal e a relação com a sua metade sombria é só fenomenal. 

O próprio autor teve, em tempos, um pseudónimo - Richard Bachman, e foi logo após este ter sido descoberto que Stephen King escreveu a Metade Sombria, um livro que trata, obviamente de forma totalmente diferente, a relação entre um pseudónimo e o seu criador.  

Sei que há quem deteste Stephen King, que considere que os seus livros são vazios e apenas servem para entreter. Eu tenho uma opinião bastante diferente. Acho que criar separações entre livros que entretêm e outros que são grandes clássicos é perder aquilo que a literatura tem para nos oferecer. Criar uma elite que apenas recomenda grandes nomes da literatura é ignorar tudo o resto que o mundo tem para nos contar. E eu não posso dizer que leio tudo, pelo contrário, tenho géneros muitos específicos e sei que posso estar a perder muito por isso, mas acho que Stephen King é mais do que um autor de terror, o que ele nos oferece vai mais longe do que isso, pois em todos os livros temos uma janela para psique humana, muitas vezes, mais evidente em situações de stress e pânico, como aquelas que Stephen King cria tão abundantemente.

Para quem?

Bem, para fãs de Stephen King, obviamente. Para quem gosta de histórias de escritores ou para quem quer conhecer uma história onde o imaginário se funde com o real de maneira natural e credível ao ponto de nos fazer olhar por cima do ombro. 

Nota: 5/5

Se já leram, partilhem comigo as vossas opiniões. 

 Podem ler mais opiniões sobre livros aqui.

Os novos livros cá de casa #1

Livros novos

Juro que não saí de casa com a intenção de comprar livros, afinal, a lista de livros por ler cá em casa já tem um tamanho considerável. No entanto, passei por uma Fnac e pensei em dar só uma espreitadela, sabem como é. Acabei por vir para casa com (boa) companhia.

 

A.S.Byatt - Ragnarök: O Fim dos Deuses


Sou (muito) fã de mitologia e é raro ver algo sobre o tema e deixá-lo na prateleira. Sem mencionar que aquela capa estava mesmo a pedir para vir comigo.

Enquanto as bombas da Blitz arrasam a cidade de Londres, uma menina de cinco anos, posta a salvo no paraíso do campo inglês, encontra companhia na leitura de um grande volume encadernado sobre os mitos nórdicos. Ódin, Loki, Baldur e a terra de Midgard desfilam avidamente pelos seus olhos, tornam-se nomes e locais familiares, abrindo uma janela para a exploração de um mundo que é, afinal, espelho do seu.

 

Max Porter - Lanny


As histórias passadas em pequenas aldeias, com foco na história de gerações também me fascinam e, por isso, este menino já estava na minha lista - novamente, da mesma editora que o anterior, também tem um capa linda.

Esta é a história de uma aldeia inglesa situada a não mais de meia hora de distância de londres, não muito diferente de todas as outras: com o seu pub, a sua igreja, as suas lojas e casas de tijolo vermelho, repleta de vozes que falam de amor e desejos, de trabalho e de morte e das coisas quotidianas. A aldeia pertence ao presente, mas também ao seu passado, às famílias desaparecidas há gerações e às que para lá se mudaram há pouco tempo. Pertence igualmente ao falecido papá dentilária. Todas as crianças conhecem esta figura lendária, feita de folhas de hera, parte da paisagem desta aldeia há centenas de anos.
Ele viu monges executados, bruxas afogadas, viu a chacina industrial de animais, viu pessoas a fazerem mal aos que lhes eram próximos ou a si mesmas. Viu a própria terra desintegrar-se, despedaçada por arame, vedações e leis. Viu-a envenenada por químicos. E agora, o falecido papá dentilária acordou… por que razão se pôs novamente à escuta?E, sobretudo, o que quererá de lanny, um curioso rapaz recém-chegado à aldeia?Com Lanny, um romance brilhante, detentor de uma energia quase anárquica que funde fabulismo com o quotidiano, max porter amplia o já extraordinário universo que criou com o luto é a coisa com penas.

 

Stephen Fry - A Grande História do Mitos Gregos


Nunca li nada de Stephen Fry e acabei logo por comprar dois livros, no entanto, têm ambas boas reviews (este melhores que o seguinte) e, sendo sobre mitologia, não tem muito por onde correr mal.

Neste livro fascinante percebemos melhor quem somos e qual a origem dos mitos que ainda hoje nos ajudam a explicar o sentido da vida e os mistérios da Humanidade.  Viciante, lúdica, acessível e espantosamente humana, a mitologia grega explica a ascensão da Humanidade e o combate para nos libertarmos da interferência divina. Os mitos revelam que quem criou este mundo desconcertante, com os seus caprichos, cruldades, maravilhas, loucura e injustiça devia ser igualmente caprichoso, cruel, maravilhoso, louco e injusto.
Quem nunca ouviu falar de Zeus, Afrodite ou Apolo? E de Pandora, das musas ou do rei Midas? Passadas de milénio em milénio, as histórias sobre os deuses e os mitos gregos esto profundamente enraizadas na nossa cultura, nas nossas lendas e na nossa língua.

 

Stephen Fry - Heroes


Deixo-vos o resumo em inglês, porque acho que ainda não foi editado em português e estou com preguiça de traduzir tudo isto.

Few mere mortals have ever embarked on such bold and heart-stirring adventures, overcome myriad monstrous perils, or outwitted scheming vengeful gods, quite as stylishly and triumphantly as Greek heroes. In this companion to his bestselling Mythos, Stephen Fry brilliantly retells these dramatic, funny, tragic and timeless tales. Join Jason aboard the Argo as he quests for the Golden Fleece. See Atalanta - who was raised by bears - outrun any man before being tricked with golden apples. Witness wily Oedipus solve the riddle of the Sphinx and discover how Bellerophon captures the winged horse Pegasus to help him slay the monster Chimera.
Filled with white-knuckle chases and battles, impossible puzzles and riddles, acts of base cowardice and real bravery, not to mention murders and selfless sacrifices, Heroes is the story of what we mortals are truly capable of - at our worst and our very best.

 

Stephen King - Bem-vindos a Joyland


Stephen King é um dos meus autores favoritos, não tanto pelo tema recorrente das suas histórias, mas pela sua capacidade extraordinária de desenvolver personagens. É raro encontrar outro autor que me faça sentir tão "na pele" das personagens como o Stephen King - aliás, estou neste momento a ler A Metade Sombria (update: já acabei, podem ler a minha opinião aqui.)

Por detrás do brilho das luzes, escondem-se as trevas… Devin Jones, estudante universitário, aceitou o trabalho de verão em Joyland na esperança de esquecer a rapariga que lhe partiu o coração. Mas acaba por se deparar com algo muito mais terrível: o legado de um homicídio perverso, o destino de uma criança moribunda e verdades obscuras acerca da vida, e do que se lhe segue, que irão mudar para sempre a sua vida. Uma história intensa de amor e perda, acerca de crescer e de envelhecer - e daqueles que não chegam a ter tempo para uma coisa nem para outra por serem ceifados pela morte antes disso.
Com todo o impacto emocional das grandes obras de Stephen King, Bem-vindos a Joyland ao mesmo tempo um policial, uma história de terror e um romance de formação que deixará o leitor profundamente comovido.

Gostava de prometer que dou a minha opinião em breve, mas sou realista e sei que ainda tenho uma boa pilha de livros para ler antes destes. No entanto, sempre que publico uma opinião, podem vê-la aqui.